Tiago Pereira num dia de conclusão de Oeiras Open com final entre tenistas de elite

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Tiago Pereira num dia de conclusão de Oeiras Open com final entre tenistas de elite

OEIRAS – Conclui-se este sábado mais uma série de Oeiras Open no mítico Complexo de Ténis do Jamor. O quarto evento do ATP Challenger Tour na presente temporada, ou o oitavo certame total se contarmos com os torneios femininos, encerra com uma final entre dois ex-top 100 e Tiago Pereira é mesmo quem fecha a programação ao competir pela sétima vez numa decisão de pares na categoria.

O algarvio de 21 anos é o segundo melhor português da atualidade em pares (148.º ATP) e vai em busca do quarto troféu Challenger, terceiro da época e segundo em Portugal após a conquista do Maia Open no final do ano transato. E está com seis triunfos consecutivos depeois de vencer em Loulé.

O parceiro é bem credenciado – o espanhol David Vega Hernandez, ex-top 30 e vencedor de cinco títulos no circuito maior – e os adversários são Sidddhant Banthia (Índia) e o búlgaro Alexander Donski, amigo e habitual parceiro de Pereira, com quem festejou cinco vezes em provas ITF, no tal Maia Open de 2025 e ao lado de quem jogou a primeira final na categoria (Segóvia, 2024).

Por norma, a final de singulares é o prato forte, mas uma final com um tenista da casa pode equilibrar as forças, sobretudo após a derrota do ex-campeão Jaime Faria na meia-final desta sexta-feira. Ainda assim, não há como enganar: Laslo Djere e Emilio Nava são jogadores de circuito principal e podem ser vistos sem qualquer tipo de pagamento. Teoricamente, um luxo de final.

Nava parte na linha da frente por vários motivos. É o segundo cabeça de série (108.º), em março atingiu a melhor cotação da carreira (74.º) e traz maior bagagem de vitórias nos últimos meses, até porque está numa fase de ascensão (24 anos), mesmo que tenha alcançado no Jamor a primeira semifinal da época. O americano ostenta seis títulos Challenger no palmarés, todos em terra batida, em oito finais.

No entanto, olhando para o palmarés a vantagem é clara para o lado sérvio. Djere vem da fase de qualificação, é verdade, fruto do posto 279 do ranking. Também é verdade que tem agora somente seis torneios nesta temporada e 16 encontros disputados face a uma lesão mo joelho esquerdo. Mas, e isto é importante porque quem sabe não esquece, como tem mostrado esta semana (eliminou Roman Safiullin, campeão do Oeiras Open 125 e numa série de 13 triunfos seguidos): o tenista de 30 anos apresenta três troféus no ATP Tour (um de nível 500, todos no pó de tijolo, e o derradeiro em fevereiro de 2025) num total de seis finais.

Laslo Djere (dono de dois títulos Challenger, o último em 2018 antes de saltar para a ribalta) prevaleceu no único compromisso anterior entre ambos e foi já na presente época: celebrou na fase de qualificação do primeiro evento de 2026, em Hong Kong, em piso rápido, com os parciais de 7-5 e 7-6(1). E apesar da maior confiança (match point salvo nos quartos de final e dois êxitos no tie-break de terceiro set) e rodagem (41 desafios este ano) de Nava, Djere só precisou de jogar 17 minutos nas meias-finais, o que pode equilibrar a contenda no plano físico.

A partir das 11 horas, rola a bola pela última vez esta temporada a nível internacional no Jamor. A entrada é livre e vão, por nós, não vão querer perder.

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