Safiullin cria coreografia vencedora no Oeiras Open 125 depois de ver a mulher triunfar no ballet

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Safiullin cria coreografia vencedora no Oeiras Open 125 depois de ver a mulher triunfar no ballet

OEIRASRoman Safiullin não sabe dançar, mas foi ao ritmo do russo que a semana de Oeiras Open 125 ganhou forma e se transformou numa das campanhas mais douradas da carreira. O torneio combinado que a Federação Portuguesa de Ténis organizou no Jamor teve um desfecho inesperado para o próprio campeão e coroou uma semana de excelência para a família.

“Nunca me imaginei [a vencer o torneio]. Tive de lutar em todos os encontros desde o qualifying, senti muitas dificuldades no início do quadro principal e nos quartos de final enfrentei um match point. Tive muitos problemas ao longo do torneio e tentei encontrar as soluções, mas não houve muito tempo para treinar porque estava sempre a jogar, então foi mesmo passo a passo”, explicou o ex-top 40 depois de erguer o título mais importante da carreira em terra batida.

Ora Safiullin pode não ter acreditado até estar de mãos postas no troféu, mas no início da semana houve uma voz que o desafiou a lutar por este desfecho: “Vim com a minha mulher para Portugal na sexta-feira e no sábado, depois do meu treino, ela teve uma competição de ballet. Eu estive lá a apoiá-la e ela ganhou as cinco danças que fez, por isso no dia seguinte disse-me que eu não tinha hipóteses de não ganhar este torneio. Expliquei-lhe que era diferente, mas que ia tentar e aqui estamos.”

“Agora temos de celebrar, porque não celebrámos as vitórias dela. Não tivemos tempo suficiente porque joguei o meu primeiro encontro no domingo e desde aí não parei, mas agora temos de celebrar as duas vitórias”, garantiu, apesar de nos planos não estar… uma dança: “Não, não, dançar é com ela, tem um parceiro. Eu sou bom no court de ténis, mas bastante mau a dançar.”

Talvez os estúdios e os palcos deixem Safiullin realmente desconfortável, mas no Jamor o russo voltou a perceber que dentro de um court de terra batida não tem razões para o sentir: há um ano já tinha sido semifinalista deste mesmo Oeiras Open 125 e desta vez foi ainda mais longe, conquistando o primeiro título Challenger em terra batida.

“Há uns anos sentia-me desconfortável e tinha muitas dificuldades em passar do piso rápido para a terra batida, sentia que não tinha tempo suficiente para o fazer e nunca ficava confortável. Mas esta semana senti-me mais estável e sobretudo nos últimos encontros senti que melhorei muito, porque defrontei jogadores que são muito bons neste piso. Hoje fiz uma das minhas melhores exibições na terra batida”, admitiu já depois de ter descrito a final como “um daqueles encontros em que tudo o que fazes vai dentro, sentes-te incrível e não há nada que o adversário faça que te possa fazer danos. É um encontro raro, mas que todos os jogadores têm e a sensação é ótima, acontecer numa final foi um bónus.”

No horizonte está um possível regresso a Portugal para disputar o Oeiras Open 4, dentro de três semanas, caso a subida de 51 lugares no ranking que será consumada na segunda-feira ainda não seja suficiente para entrar num torneio maior nessa semana.

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