Roland Garros: Sinner chega como “o homem a ser batido” após grande feito

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Roland Garros: Sinner chega como “o homem a ser batido” após grande feito

A largada para o segundo Grand Slam da temporada ganha contornos de um domínio histórico após os últimos torneios da gira de saibro. Jannik Sinner desembarca em Paris não apenas como o líder do ranking, mas como o segundo tenista em toda a era moderna a completar o Career Golden Masters.

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O clube exclusivo

Ao erguer o troféu do Internazionali BNL d’Italia no último domingo (17), o italiano de 24 anos preencheu o último espaço que restava em sua coleção de títulos de nível ATP Masters 1000, unindo-se a Novak Djokovic em um patamar que parecia inalcançável no período em que ocorreu.

O feito é impressionante pela velocidade com que foi construído. Enquanto o recordista Djokovic precisou de décadas para fechar o ciclo dos nove torneios, que foi estabelecido em Cincinnati, em 2018, Sinner escalou essa mesma montanha em menos de três anos. A caminhada começou de forma despretensiosa em 2019, quando, aos 17 anos e como convidado exatamente em Roma, obteve sua primeira vitória em chaves principais deste nível.

Em 2021, aos 19, chegou à sua primeira decisão em Miami. Logo, o primeiro grande título veio em Toronto, em agosto de 2023, às vésperas de completar 22 anos. Desde então, o circuito passou a testemunhar uma das sequências mais avassaladoras da atual geração.

A conquista em solo italiano carrega também um feito histórico para o esporte local. Ao fechar a campanha com a vitória sobre Casper Ruud, se encerrou um incômodo jejum de 50 anos para o tênis italiano em Roma, tornando-se o primeiro tenista da casa a vencer a chave de simples masculina desde Adriano Panatta em 1976.

Jannik Sinner e Casper Ruud após premiação no Masters 1000 de Roma (Foto: FITP)

Recorde durante a campanha

Na segunda semana no Foro Italico, ao derrotar o compatriota Andrea Pellegrino nas oitavas de final, ele igualou o recorde de vitórias consecutivas em Masters 1000 de Djokovic. Assim, ao superar Andrey Rublev nas quartas, se isolou na liderança histórica da estatística.

O nível apresentado na capital italiana acabou de vez com as dúvidas que cercavam sua transição para a terra batida. Historicamente, a superfície exigia ajustes em relação ao seu jogo agressivo, cujo único título no saibro até o início deste ano havia sido em Umag, em 2022. Na temporada passada, a soberania no piso pertencia a Carlos Alcaraz, que ostentou um recorde de 22 vitórias e apenas uma derrota.

A virada de chave

O cenário começou a mudar em abril, quando o italiano bateu o espanhol na final de Monte-Carlo, indicando que as quadras lentas não seriam mais uma preocupação. Dessa forma, as campanhas em Madrid e em Roma consolidaram a evolução técnica e a maturidade do líder do ranking na superfície.

Sobre os números do primeiro semestre, o tenista venceu todos os cinco torneios Masters 1000 disputados antes de Roland Garros. Durante o período, acumulou uma sequência de 34 triunfos consecutivos neste nível e um retrospecto de 29 vitórias seguidas na temporada.

O início do ano, marcado por uma queda na semifinal do Australian Open para Djokovic e uma derrota nas quartas em Doha diante de Jakub Mensik, logo deu lugar a um ritmo impecável que incluiu as conquistas consecutivas de Indian Wells e Miami, tornando-se o primeiro jogador a completar o chamado “Sunshine Double” sem ceder um único set ao longo das duas campanhas.

Segundo o índice de vitórias e derrotas da Infosys, desde agosto de 2023, Sinner registrou 10 vitórias 2 derrotas em finais de Masters 1000. Ambas as perdas ocorreram diante de Alcaraz, em Roma e Cincinnati no ano passado.

Rumo a Roland Garros

Agora, as atenções se voltam inteiramente para as quadras do Grand Slam francês. Em janeiro, Carlos Alcaraz deu um passo importante ao vencer o Australian Open e assegurar o seu Career Golden Slam. Desta vez, contudo, o favoritismo chega para o lado de Sinner, visto que o espanhol não disputará esta edição devido a uma lesão.

Embalado pelo feito de ter “varrido” praticamente todos os primeiros grandes torneios, o italiano chega em Roland Garros focado em buscar o seu próprio troféu.

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