Nuno Borges dá-se bem com os ares de Paris e esta quarta-feira voltou a fazer história portuguesa na capital francesa ao apurar-se para os oitavos de final do derradeiro ATP Masters 1000 da temporada, onde ganhou uma nova vida como lucky loser.
Repescado depois de perder na última ronda do qualifying, o número um luso (49.º ATP) já tinha aproveitado a segunda oportunidade ao vencer Moise Kouame no arranque do quadro principal e foi ainda mais longe ao derrotar Karen Khachanov (25.º), campeão de 2018, com os parciais de 6-3 e 6-4.
O maiato de 29 anos tinha perdido os dois embates anteriores contra o russo, antigo top 10. O mais recente, em Wimbledon, teve contornos épicos e resultou numa das derrotas mais dolorosas da carreira, pois aconteceu no tie-break do quinto set, depois de ter servido para a vitória, e valia um bilhete para os oitavos de final.
Desta vez, graças a uma das melhores vitórias da carreira — não enfrentou pontos de break e aproveitou um em cada set para vencer em 73 minutos, disparou 24 winners e apenas 14 erros não forçados — alcançou pela sexta vez na carreira os oitavos de final de um Masters 1000, primeira em Paris.
Assim, Borges, que nunca tinha vencido no quadro principal, tornou-se no primeiro tenista português a chegar à terceira ronda do Masters 1000 de Paris, cidade onde há um ano e meio fez o mesmo em Roland-Garros.
Segue-se o surpreendente Ignacio Buse (33.º), peruano que afastou Daniil Medvedev pelos parciais de 6-4 e 6-4 numa jornada louca que também contou com as eliminações de Alexander Zverev (na estreia como número um mundial) e Novak Djokovic.
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