Matej Dodig tornou-se no segundo tenista croata a vencer o Braga Open e ergueu o terceiro título Challenger da carreira na Cidade dos Arcebispos. A oitava edição do torneio foi organizada pela Federação Portuguesa de Ténis com o apoio da Câmara Municipal de Braga e terminou este domingo no Clube de Ténis de Braga.
3-6, 6-3 e 6-2 foram os parciais da reviravolta que permitiu a Matej Dodig (174.º no ranking ATP) negar história a Elmer Moller (181.º) e suceder ao compatriota Luka Mikrut na galeria de campeões — agora com oito nomes diferentes em oito edições.
Dois anos após ter inaugurado o palmarés Challenger em Braga, o dinamarquês de 23 anos procurava o quarto título em Portugal (também venceu o Oeiras Open 125 e o Maia Open em 2025) para igualar Nuno Marques no topo da lista de maiores premiados do circuito secundário no nosso país: o histórico tenista portuense venceu na Madeira e em Vilamoura em 1989 e nos Açores em 1995 e 1996.
A final do Braga Open foi a primeira de Moller desde que fechou a época transata a vencer na Maia, precisamente o destino da próxima semana.
Já para Dodig, a conquista deste domingo traduziu-se na segunda em três finais esta temporada e terceira da carreira, tendo como consequência imediata uma inédita entrada no top 150 do ranking mundial assim que a tabela for atualizada.
“Foi um encontro muito difícil. Não me estava a sentir muito bem no início, mas por causa dele. É um ótimo jogador, tem uma esquerda inacreditável. Acho que é a melhor que alguma vez enfrentei e faz com que seja um adversário muito difícil de defrontar. Normalmente consigo aguentar-me bem com a esquerda contra quase todos, mas hoje senti uma pressão diferente. Ele consegue mudar muito bem a direção e é muito agressivo. Isso deixou-me um pouco frustrado, mas consegui manter a concentração e mudar a abordagem ajudou-me muito”, explicou o jovem croata de 21 anos na conferência de imprensa.
Além da mudança tática, quebrando o padrão habitual para passar a explorar sobretudo o lado direito de Moller, Dodig também beneficiou da quebra física do dinamarquês (forçado a três sets pela quinta vez em cinco encontros) para se distanciar a partir do momento em que assinou o primeiro break do segundo set.
Assim, o tenista nascido em Osijek pôde celebrar a terceira conquista no ATP Challenger Tour, segunda desde que recuperou de uma entorse no tornozelo sofrida em março de 2026. Na véspera, ao garantir um lugar na final, explicou que essa pausa forçada o ajudou a ganhar “uma nova perspetiva” e “a aproveitar cada momento” no circuito.
Na despedida de Braga, Matej Dodig desfez-se em elogios à Cidade dos Arcebispos: “É uma localização incrível. O centro da cidade é muito, muito bonito e apanhámos ótimo tempo para esta altura do ano. Adorámos a comida e as pessoas, por isso sei que vou guardar esta semana na minha memória. Mas agora estou desejoso de celebrar com os meus amigos croatas que já estão na Maia.”
De malas feitas, é para lá que segue o circuito Challenger, com a terceira de quatro etapas consecutivas em Portugal.
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