O francês Lucas Poullain inscreveu o nome na galeria de campeões do The Campus Open de forma épica ao vencer uma final com 4h13 de duração para conquistar o nono título de singulares da carreira, terceiro em Portugal e primeiro da temporada.
Quarto cabeça de série do torneio fruto do 418.º lugar no ranking mundial, Lucas Poullain fez a festa no Resort da Quinta do Lago graças a uma reviravolta, acabando por derrotar o espanhol John Echeverria (669.º) com os parciais de 6-7(7), 6-2 e 7-5 numa das decisões mais longas da história no circuito ITF.
A final deste domingo chamou várias dezenas de espetadores ao The Campus, com destaque para o ex-futebolista inglês Peter Crouch.
Quer Poullain (eliminou João Domingues na segunda ronda), quer Echeverria (no arranque do quadro principal venceu Guilherme Valdoleiros e Gastão Elias) eliminaram jogadores portugueses a caminho do encontro do título. E ambos superaram embates de três sets nas meias-finais, mas na ronda anterior o francês beneficiou de uma desistência ainda na primeira partida, enquanto o espanhol precisou de um parcial decisivo — e essa pode ter sido a pequena diferença para o encontro deste domingo.
Com pequeníssimos detalhes a separá-los, os dois apresentaram um estilo de jogo muito semelhante, mais orientado para prolongar as trocas de bolas e raramente marcado por uma abordagem ofensiva. Assim, foram mutíssimos os pontos acima das 20 pancadas e nem o serviço foi uma arma de qualquer um dos lados.




Mais fresco na reta final, Poullain quebrou por três vezes o serviço a Echeverria no terceiro parcial e na última já não sentiu réplica, selando com um amortie — depois de mais um longo rally — uma conquista com triplo sabor. É que, além do cheque de 4.612 dólares (aproximadamente 3.900 euros) e dos 25 pontos ATP, também recebeu, do diretor da prova, Roque Rocha, o habitual cartão de membro vitalício do The Campus.
“Estou muito cansado, exausto até, mas muito feliz por ter aguentado até ao fim e acabar com o título. Acho que foi o encontro mais longo da minha carreira e foi sem dúvida muito exigente fisicamente”, explicou Lucas Poullain, visivelmente desgastado, após tornar-se no nono campeão do The Campus Open, que entre o palmarés de vencedores também tem os portugueses Nuno Borges (2020) e Jaime Faria (2024).
“Quando um encontro se torna longo tento manter-me calmo e relaxar o máximo que conseguir, mesmo nos momentos difíceis porque sei que alguns minutos depois vai chegar uma fase melhor. Foi isso que fiz hoje, tentei manter-me calmo e esperar pela minha vez”, acrescentou antes de explicar que “a diferença hoje foi muito curta, diria mesmo que foram pequenos detalhes, mas nos pontos importantes tentei chegar um pouco mais à frente e acho que isso compensou no final.”
Apaixonado por Portugal, Lucas Poullain inaugurou o palmarés profissional em Sintra, no ano de 2019, e em 2023 já tinha celebrado no Algarve ao vencer o Faro Open. “Gosto muito de jogar no vosso país e o The Campus é um clube fantástico, adorei jogar aqui. Joguei bom ténis, aproveitei o ginásio, a piscina e todas as instalações. Foi uma semana incrível e não estava à espera de receber um cartão de membro.”
Lucas Poullain chegou a ser 244.º do ranking ATP em fevereiro de 2024. Com o título no The Campus assegurou o regresso ao top 400, tendo projetada uma subida de mais de 40 lugares (ainda que dependente dos resultados das próximas duas semanas).
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