Guia para um Oeiras Open que marca o adeus ao Jamor e um até já a Paris

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Guia para um Oeiras Open que marca o adeus ao Jamor e um até já a Paris

OEIRAS – Chegamos a meados de maio e arranca o quarto e derradeiro Challenger no Complexo de Ténis do Jamor e o oitavo grande evento em Oeiras na temporada de 2026. O luxo é maior se pensarmos no gabarito de tenistas presentes no “palco do ténis”: além da habitual armada lusa de peso, o torneio conta com (pelo menos) nove tenistas ex-top 100 (o que é definir por baixo na maioria dos casos) e cinco jogadores que sabem o que é levantar um troféu desta estirpe na terra batida do Jamor. Ora vamos lá para mais uma grande competição, com entrada livre para o público durante toda a semana.

Data: 10 a 16 de maio
Local: Complexo de Ténis do Jamor
Superfície: Terra batida outdoor
Bolas: Wilson Roland-Garros
Categoria: ATP Challenger 100

Entre qualifying e quadro principal, são os 11 os portugueses presentes no torneio, num contigente dominado por Jaime Faria (119.º ATP) e Henrique Rocha (120.º) em véspera da fase prévia de Roland-Garros. Os dois jovens lusos estão em luta acesa pelo estatuto de número dois nacional e ambos trazem boas memórias dos Challengers do Jamor, palco no qual chamam casa diariamente.

Faria tem nove vitórias nos últimos 11 encontros neste palco desde 2024, no ano em que explodiu na categoria intermédia do ténis masculino precisamente nos Oeiras Open. Depois das meias-finais do 125, o lisboeta de 22 anos amealhou o primeiro troféu na categoria precisamente nesta semana, neste mesmo torneio, há dois anos. E após um interregno devido a lesão, regressou à competição no Jamor este ano e cedeu nos quartos de final do último Oeiras Open 125.

Jaime Faria já soma 25 êxitos em 2026 e parece de volta ao melhor momento. Para além dos já habituais brilharetes no Australian Open (segunda ronda oriundo do qualifying) e no Rio Open (quartos de final como lucky loser), o atual número dois nacional atingiu duas finais Challenger nos últimos três torneios disputados (São Paulo e Mauthausen) e pelo meio superou ineditamente uma fase de qualificação de um Masters 1000, em Madrid.

Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis

A forma de Henrique Rocha é semelhante. É verdade que ostenta menos oito triunfos esta época, mas é sobretudo face ao menor fulgor da reta inicial. Entretanto, o portuense de também 22 anos venceu um Challenger (Brasília) e atingiu outra final (Santiago) em semanas consecutivas e depois de ultrapassar a fase de qualificação do ATP 250 de Marraquexe só cedeu nas meias-finais do Oeiras Open 125, naquele que foi o melhor resultado de sempre no Jamor, e arrecadou uma vitória no Masters 1000 de Madrid.

Frederico Silva (238.º) está à procura de um par de desistências para se juntar aos amigos no qualifying de Roland-Garros, que pode marcar o regresso a provas do Grand Slam quase três anos depois, e enquanto macumba tem uma boa chance de não depender de terceiros e fechar as contas para Wimbledon. O quarto melhor português da atualidade, de 31 anos, ficou a um triunfo no último Oeiras Open de não depender de terceiros, mas almejou nessa prova o melhor êxito em sete anos.

No total, Silva já venceu 17 vezes em 2026, ano marcado pela estreia a levantar títulos Challenger em Chennai e também pelas meias-finais no Indoor Oeiras Open 2.

Os outros dois lusos presentes no quadro principal vão medir forças na ronda inaugural: Tiago Pereira (304.º) e Gastão Elias (589.º), um duelo de gerações (21 anos contra 35) frente a frente pela segunda vez. O mais novo levou a melhor no embate anterior e este domingo venceu o quarto título da carreira no ITF M25 de Loulé. O mais experiente – ninguém, no ténis português, prolongou a carreira até idade tão avançada – sabe perfeitamente o que é ser feliz no Jamor: três dos 10 títulos na categoria (um recorde no ténis nacional, tal como o número de finais disputadas, 23), e os três últimos na verdade, foram conquistados no Court Central do Jamor, entre 2021 e 2022, numa série de vitórias que chegou a estender-se aos 16 encontros.

A elite e os ex-campeões

Cristian Garin está de regresso ao Jamor para defender o título arrecadado há 12 meses e encabeça a lista de inscritos do torneio. O chileno de 29 anos é, claramente, o jogador mais credenciado do evento. 17.º da tabela ATP em 2021 (atual 104.º), Garin ostenta no palmarés cinco troféus no circuito principal (um num ATP 500) num total de seis finais, todas em terra batida e em 2022 brilhou ao atingir os quartos de final em Wimbledon. A nível Challenger possui oito títulos (três finais perdidas, uma no CIF em 2018) e o Jamor foi o primeiro de quatro êxitos em 2025. Sempre no pó de tijolo, pois claro.

Além do cotado sul-americano e de Gastão Elias, outros três tenistas sabem festejar no Jamor no final de uma semana de competição: Facundo Diaz Acosta (179.º, mas 47.º há pouco mais de dois anos), campeão do ATP 250 de Buenos Aires, conquistou o terceiro título no circuito secundário dos oito do currículo (vem de vencer no domingo o terceiro da época) no Court Central do Jamor neste Oeiras Open 4 de maio de 2023; Zdenek Kolar é um habitué das provas em Portugal e inaugurou não só o palmarés pessoal no ATP Challenger Tour (tem seis títulos) em abril de 2021 como venceu o primeiro Oeiras Open da história ao derrotar Gastão Elias na final. Contando com a variante de pares, o checo de 29 anos apresenta uma mão cheia de êxitos Challenger por cá, o último no Indoor Oeiras Open 2 desta temporada.

Mas o mais recente é Roman Safiullin (144.º, antigo 36.º e finalista em 2023 de uma prova ATP 250). O russo nunca tinha ganho um título Challenger em terra batida e agora leva dois de empreitada e uma série de 12 vitórias consecutivas na superfície. A última foi diante de Jaime Faria na final de Mauthausen há duas semanas, mas tudo começou no Jamor quando arrecadou o Oeiras Open 125. Nessa prova, oriundo da fase de qualificação, o Safiullin superou Henrique Rocha nas meias-finais. Três semanas depois, os dois reencontram-se na ronda inaugural deste torneio.

Emilio Nava (108.º, mas 74.º em março) tem estado em bom plano em 2026 e é um dos mais fortes candidatos ao título, até fruto de ser o segundo mais cotado da competição. E o certame é ainda abrilhantado por Hugo Dellien (sexto pré-designado e ex-64.º que detém um registo impressionante de 15 troféus nesta categoria, todos em terra batida), Jurij Rodionov (87.º em 2024), Tomas Barrios Vera (93.º também em 2024) e Nishesh Basavareddy (99.º em junho do ano passado e uma das promessas do ténis americano).

Por falar em promessas do ténis americano, Darwin Blanch é uma das maiores e está presente no Oeiras Open 4. O esquerdino de 18 anos já está no posto 228 do ranking ATP depois de ter subido ao quarto lugar na hierarquia de sub-18 há pouco mais de dois anos. Como profissional já atingiu uma final Challenger, um triunfo no Masters 1000 de Miami deste ano e em Portugal jogou a final na Figueira da Foz em junho.

Pontos e prize-money

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Transmissões televisivas

Dois encontros diários na Sport TV a partir das 11 horas entre segunda e sexta-feira, bem como a final de singulares no sábado a partir da mesma hora.

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