Francesco Passaro resistiu até ao fim e sagrou-se campeão do Maia Open dois anos depois de terminar como finalista. A campanha de redenção valeu ao italiano o segundo título Challenger consecutivo e encerrou a nona edição do ATP Challenger organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal da Maia.
Na final, Francesco Passaro (229.º depois de já ter sido 89.º) completou o voo incompleto de 2024 ao vencer Zsombor Piros (114.º) por 4-6, 6-3 e 6-2.
Estes parciais, assinados em 1h59, valeram ao italiano de 25 anos a terceira reviravolta consecutiva na terra batida maiata — nos quartos de final virou contra o cabeça de cartaz, Marco Trungelliti, e nas meias-finais sobre Matej Dodig, campeão do Braga Open.
Do outro lado da rede, Piros jogou pela quarta vez uma final Challenger em Portugal e precisava de replicar o sucesso do Oeiras Open 125, em 2023, para garantir a tão ambicionada estreia no top 100. Apesar da derrota subirá ao 103.º lugar do ranking, superando o 106.º a que chegou em março de 2024.
Feitas as contas, Francesco Passaro soma agora 10 vitórias consecutivas e junta o troféu do Maia Open ao que conquistou, há uma semana, em Palermo.
“É uma sensação ótima. Trabalhei muito para voltar a ter semanas como esta e estou muito orgulhoso de mim próprio e do trabalho que estou a fazer com a minha equipa, porque não é fácil ganhar títulos consecutivos. Esta semana foi muito difícil, joguei três encontros de três sets e estou muito feliz. Gosto muito de jogar aqui na Maia, é fantástico”, contou no final.
Questionado sobre a reação que teria há 15 anos, respondeu com um sorriso de orelha a orelha: “Ia sorrir e provavelmente respondia que era uma piada. Reencontrei o meu jogo e a minha confiança, mas este mês também trabalhei muito a parte mental e estas semanas estão a mostrar o progresso que tenho feito. É tudo graças ao trabalho.”
Com a bagagem cheia, o tenista nascido em Perugia seguirá viagem até ao Club Internacional de Foot-Ball, onde na terça-feira desempenha um papel na despedida de Gastão Elias ao ter encontro marcado com o português na primeira ronda do Lisboa Belém Open, o torneio escolhido para fechar a carreira aos 35 anos.
“Vi no Instagram que este será o último torneio dele. Espero que o último encontro dele seja contra mim [risos]. É um grande jogador, teve uma carreira incrível e espero que estejam lá muitas pessoas a ver-nos, porque gosto de jogar em frente a um grande público. Vou dar o meu melhor para tentar ganhar”, concluiu Passaro, que entrará em campo no CIF depois de uma subida de 83 lugares no ranking, até ao 146.º posto.
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