É uma das principais histórias desta quarta-feira em Roland-Garros. Alejandro Davidovich Fokina (23.º ATP) despediu-se da prova de singulares na segunda eliminatória, ao perder frente ao argentino Thiago Agustín Tirante (60.º) em quatro sets, mas o prato principal desta ementa ficou guardado para a conferência de imprensa que se seguiu ao embate.
Perante a comunicação social presente, Davidovich Fokina revelou que foi abandonado pelo agora ex-treinador, o espanhol Mariano Puerta. O vice-campeão da edição de 2005 de Roland-Garros terá deixado Paris no último domingo, já com o torneio em andamento, sem qualquer aviso ou justificação.
Fokina tinha acabado de superar uma primeira ronda complicada perante Damir Dzumhur quando tudo sucedeu. Segundo a versão apresentada pelo atual número 23 mundial, Puerta recolheu ao hotel depois de um almoço em equipa, alegando uma indisposição. Terá sido a última vez que foi visto, já que horas mais tarde terá enviado uma mensagem via WhatsApp a Fokina a dar-lhe conta de que não iria continuar como seu treinador. E, sem qualquer aviso prévio, deixou Paris num voo rumo a Miami.
“Foi-se sem dizer nada a ninguém”, lamentou Davidovich Fokina. Afetado pelo sucedido, o espanhol continuou a explicar: “Tudo estava normal, comunicávamos muito bem durante o jogo. Pensava que era muito boa pessoa, mas depois disto já soube que tinha feito o mesmo com outros. Foi um erro meu tê-lo contratado”.
O tenista de 26 anos, que disse ainda não ser de pedra, reconheceu que o sucedido o afetou nos últimos dias. Deixou ainda um aviso: “Se trabalhar com outro jogador, que ele saiba que o pode deixar num mau momento”.
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