OEIRAS – Maja Chwalinska celebrou este domingo o segundo título em Portugal e o terceiro troféu da carreira num torneio de nível WTA 125. A estreia no top 100 fica ao virar da esquina e nem a própria o nega depois de um dia de emoções fortes por medir forças com a melhor amiga no circuito.
“Significa muito vencer este título e estou muito feliz por estar tudo terminado. Foi um encontro de nervos mesmo que o resultado não o mostre [6-1 e 6-3]. Foi muito difícil defrontar a minha melhor amiga na final. Estou feliz por ter acabado e agora podemos ir as duas beber um café”, começou por dizer a polaca de 24 anos em relação ao embate diante da austríaca Sinja Kaus na final do Oeiras Ladies Open.
Ao contrário de outros desportos como o futebol ou o boxe, no ténis não há hábito de cumprimento antes da batalha. Mas um duelo entre amigas mudou o cenário e antes de descerem a escadaria do Court Central do Jamor as duas protagonistas trocaram um abraço sentido. “Somos humanas. Claro que queremos ganhar. Mas no final do dia somos apenas pessoas com sentimentos. Sei que no ténis não é muito comum ter amigas no circuito, é quase sempre ‘olá’ e nada mais. Mas é bom ter uma amiga e somos duas pessoas que precisam de sentir uma ligação. Estava muito nervosa e antes da final disse-lhe que precisava de um abraço.”
Mais “sólida” no derradeiro encontro do torneio, Maja Chwalinska sabe que também aproveitou a menor condição física da amiga, ainda que a vencedora também não tenha estado no pleno das capacidades e tenha sido assistida à perna no final do primeiro parcial. A criativa esquerdina de pouco mais de 1,60 metros confessa ser uma jogadora 50% estratega e 50% instintiva que usa toda a variedade desde tenra idade para compensar a falta de potência. “É algo natural para mim”.
Chwalinska nunca antes tinha almejado bater duas top 100 no mesmo torneio (Beatriz Haddad Maia e Simona Waltert) e a demolição que impôs a esse lote de jogadoras (cedeu 11 jogos após quase ser eliminada na primeira ronda) tornam até a situação difícil de explicar. Toda a panóplia de recursos fizeram a campeã do Porto Open de 2024 (finalista de dois eventos indoor no Monte Aventino) um quebra-cabeças para as mais cotadas e a tenista de leste confia que o seu jogo peculiar pode funcionar no circuito principal.
O top 100 é mesmo o próximo passo, agora que fica a 18 lugares da elite, mais próxima do que nunca. “É normal pensar nisso quando estou tão perto. É também por isso que estávamos tão nervosas hoje porque a Sinja se ganhasse voltava ao top 100. Estou consciente que se quero ser top 100 preciso de ganhar este tipo de torneios. Por isso é difícil não pensar nisso. Já aceitei isso. Mas sei que tenho de continuar a trabalhar”.
Segue-se o Oeiras CETO Open da próxima semana, o quarto WTA 125 da época em Portugal, o terceiro de Maja Chwalinska após ter atingido as meias-finais no primeiro Women’s Indoor Oeiras Open. Nem precisará de mudar de hotel para jogar num clube relativamente próximo do Jamor.
Terá mais uma chance, a partir de terça-feira, de brilhar novamente em Portugal.
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