Andreescu 2.0 deixa lembrete no CETO: “Sei que é possível vencer um Grand Slam de novo”

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Andreescu 2.0 deixa lembrete no CETO: “Sei que é possível vencer um Grand Slam de novo”

OEIRAS – Não é todos os dias que vemos em Portugal uma tenista do gabarito de Bianca Andreescu. Agora com 25 anos, a canadiana saltou para a ribalta em 2019 ao vencer dois títulos WTA 1000 e surpreender Serena Williams na final do US Open. Subiu às nuvens, atingiu o top 5 do ranking, mas nunca deixou de ser minada por infortúnios físicos. Sete anos depois, a carismática jogadora confia no regresso dos êxitos mesmo sem olhar-se ao espelho.

A grande estrela da 10.ª e maior edição do Oeiras CETO Open apareceu adoentada e, por isso, condicionada em realizar melhor prestação. A eliminação surgiu com naturalidade, sem antes mostrar algumas das valências do seu arsenal variado. No final, não fugiu às questões e deixou promessa de regresso.

Motivada em voltar à elite, Andreescu tem optado por competir em patamares abaixo dos normais. Em 2026, arrecadou dois troféus ITF na Flórida – os primeiros títulos desde a conquista do US Open – e atingiu uma final de nível WTA 125. A norte-americana admite que o ego inicialmente era um obstáculo, mas está satisfeita por ter vencido esse combate. “Foi a melhor decisão, deitar tudo para trás e jogar. Tenho trabalhado muito fisicamente. No início do ano fiz qualquer coisa como 14 encontros em 16 dias, o que é de loucos. E foi tranquilo. A confiança surge daí. Claro que também surge por ganhar, mas aparece pelo sentimento de recompensa pelo trabalho. A minha principal preocupação é estar saudável. Já fiz uns 30 encontros este ano [28 agora] e só passaram três meses e meio. Não me lembro da última vez que fiz tantos encontros. Deus é bom. Não os posso ganhar todos, mas se ficar saudável já é bom”.

Ficar saudável tem sido o maior handicap e o historial de lesões preocupa. Agora, a filha de pais romenos quer dar seguimento à temporada positiva na passagem para os grandes palcos. E não se assusta com a terra batida, superfície de menor sucesso numa carreira já gloriosa. Ainda jovem, Andreescu já é conhecida do público geral há quase uma década.

“É estranho, mas já passaram sete anos. Tem tido uma carreira pouco ortodoxa por tudo o que aconteceu depois de 2019. Lesionei-me no WTA Finals. Estava pronta para defender o título de Indian Wells e a Covid apareceu. Depois não joguei 13 meses. Às vezes penso ‘e se tivesse continuado a jogar depois de 2019?’. Talvez a minha carreira tivesse sido diferente, não sei. Claro que posso olhar para o passado e matutar, o que fiz durante anos”.

No entanto, a atual 127.ª da tabela WTA segue nova rota. “Desde 2024 que percebi que não dá para perseguir o passado. Não dá para voltar a 2019, não sou a mesma pessoa. Agora quero recriar-me porque já passaram sete anos”, explica e aponta sem receio: “O meu corpo sabe como ganhar um Grand Slam. O meu sistema sabe-o. Sei que é possível de novo. Não tenho dúvidas. Claro que somos todos humanos e temos dúvidas. Mas acredito mesmo que posso fazê-lo outra vez”.

A detentora de três troféus no circuito principal (todos grandes) aborda a carreira e a vida com nova perspetiva: “esforço e intenção”. O novo lema surge pelo aligeirar do que se passa dentro do campo. “Não dou tanta importância a ganhar ou perder como dava antigamente. Isso rebentava com a minha moral. Se der o meu melhor não posso controlar o desfecho, certo? Está nas mãos de Deus. Seria bom ganhar de quando em vez, mas a alegria do desporto evapora-se. E não aprecio tanto a vida”.

“No final do dia, o ténis é apenas um jogo e temos tanta sorte em estar aqui. Tento relembrar-me disto às vezes. É uma honra e não dou nada como garantido. Se não tivesse passado por tanto período difícil não dizia estas coisas. É uma questão de perspetiva. Se fizer o que acho ser o certo terei feito o necessário”.

A sorte também é nossa. E, voltando ao início, ficou a promessa de mirar novamente a “Bibi” Andreescu 2.0. “Já tinha ido à Madeira, ao Porto e Lisboa, só para férias, não para torneios. Adoro Portugal, porque não voltar para um torneio? As pessoas são excelentes, a comida também e a organização aqui tem sido óptima”.

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