Nuno Borges assinou esta quinta-feira uma das vitórias mais sublimes da carreira e desbravou mares que lhe eram desconhecidos para se fixar entre os oito melhores em competição no Masters 1000 de Paris. O maiato, que igualou os melhores registos portugueses a esse nível, assumiu-se ainda algo perplexo pelos episódios de uma semana que está a ter contornos muito acima do que se chegou a prever.
Após arrasar Ignacio Buse por 6-0 e 6-2 em apenas 72 minutos, Nuno Borges manifestou-se maravilhado pelas três vitórias que já alcançou no quadro principal — para onde foi repescado depois de ter perdido no qualifying: “É incrível. Nem sabia se ia estar no quadro. Entro na terça-feira, estou a viver tudo no momento, com umas performances muito positivas, a jogar muito bem, a sentir-me muito bem nestas condições, o físico a aguentar-se bem a jogar todos os dias.”
Entre a derrota e a nova oportunidade que lhe bateu à porta, Borges já pode fazer um levantamento muito positivo de Paris, onde vai pela primeira vez além da terceira ronda em provas desta magnitude: “Estou mesmo muito contente. Num torneio em que nem sequer ia entrar no quadro principal e agora estou nos meus primeiros quartos de final de um Masters 1000. O ténis é mesmo assim, é uma loucura. Estou muito contente”.
O feito de Nuno Borges já lhe permite reeditar o que os compatriotas Frederico Gil (Monte-Carlo, em 2011) e João Sousa (Madrid, em 2016) ousaram no passado fazer. No horizonte, surge a oportunidade de colocar a bandeira portuguesa pela primeira vez numas meias-finais de singulares em Masters 1000, precisando para isso de vencer diante de Casper Ruud — nome que derrotou há uma semana — ou de Jan-Lennard Struff — frente a quem procura a desforra após perder nesse mesmo torneio, em Basileia.
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