OEIRAS — Matilde Jorge fez história ao tornar-se na primeira portuguesa a atingir as meias-finais de singulares de um torneio com a chancela WTA, mas chutou para um canto o que já fez no Women’s Indoor Oeiras Open e apontou ao que ainda tem por fazer esta semana no Complexo de Ténis do Jamor.
“Sinto que este feito ainda não acabou porque tenho jogo amanhã”, declarou de forma peremptória na conferência de imprensa após superar Lucrezia Stefanini no tie-break do terceiro set. “Ainda não me caiu a ficha, não estou a sentir isto de todo. A minha primeira preocupação foi recuperar o melhor possível para amanhã e ainda nem sequer fui ao telemóvel. Se calhar só me vai cair a ficha quando vir essas notícias, mas não quero que isso me desencaminhe dos meus objetivos.”
Sobre a receita para uma das vitórias mais especiais da carreira, a número dois portuguesa e 287.ª classificada no ranking mundial explicou que “entrei mesmo para dar tudo neste jogo porque sabia que ela é uma jogadora muito dura que não me ia dar nenhum ponto de borla, então tentei passar-lhe também essa mensagem.”
“Foi muito intenso até ao final, principalmente o terceiro set porque foi bastante equilibrado. Valeu a pena ter-me mantido no jogo e ter lutado até ao final”, acrescentou Matilde Jorge, que precisou de quatro match points para eliminar uma adversária que recuperou dessa situação nos dois embates anteriores — inclusive para bater Angelina Voloshchuk na primeira ronda. “Percebi o porquê de cada match point, o que é que tinha acontecido. E estar lúcida ajudou-me a continuar à procura. Baixar a guarda não estava nos meus planos.”
“No primeiro set estava com alguma pressa, estava a tentar ser agressiva, mas a forçar demasiado. Não estava a aceitar que às vezes tinha de jogar pontos longos, se calhar porque mentalmente não queria. Mas depois percebi que tinha de acontecer e que ela estava sempre a fazer o mesmo padrão, então continuei à procura, mas com mais margem, e nunca larguei o osso. Estive sempre à procura porque acreditei que podia dar a volta”, rematou a vimaranense de 21 anos.
A separá-la de mais história, Matilde Jorge terá uma adversária que, apesar de três anos mais nova, já soma 39 triunfos e quatro títulos no nosso país, Alina Korneeva.
A prodígio russa está pela primeira vez no Jamor e derrotou a espanhola Leyre Romero Gormaz (143.ª) por 7-6(1) e 7-6(4) em 1h53, no primeiro embate da jornada. Apesar de nunca terem estado frente a frente, a anfitriã explicou que “já treinámos juntas várias vezes e o Miguel [Fragoso, novo treinador da estrutura do CAR] conhece-a bem porque trabalhava na academia onde ela treina. Sei que é uma jogadora bastante competente, como todas as que estão aqui, e muito lutadora. Mas lá está, quero tentar ter a mesma mentalidade e focar-me em mim e não só no que a outra poderá fazer para fazer o que eu faço bem durante o máximo de tempo possível.”
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