OEIRAS — Frederico Silva celebrou pela segunda vez na nave de campos cobertos do Jamor e o triunfo desta quarta-feira teve um sabor especial por acontecer frente ao lituano Vilius Gaubas, um adversário que o travara nas duas ocasiões anteriores e ambas em Portugal. Apurado para os quartos de final do Indoor Oeiras Open, o português de 30 anos também deixou um comentário positivo à evolução da lesão abdominal que o atrapalhou nas semanas anteriores.
“Lembro-me que saí do último encontro com um sabor agridoce porque apesar de ter feito um bom jogo não consegui aproveitar as oportunidades. Tentei focar-me ao máximo no que tinha de fazer hoje e acabei por virar. Hoje a minha direita fez mais mossa do que em terra batida e isso também me deixa mais competitivo e perto de poder ganhar este tipo de encontros”, afirmou Frederico Silva no rescaldo ao melhor triunfo (por ranking) desde Wimbledon 2023.
“Contra um jogador como ele já estava preparado [para várias mudanças de ascendente] porque nenhum de nós é aquele tipo de jogador que tem um serviço impossível de quebrar“, acrescentou o caldense. “Respondemos os dois muito bem, somos estáveis e consistentes ao longo do encontro, por isso tendencialmente ia acabar por ter mais breaks do que se jogasse contra o Martin Damn que ele derrotou ontem, por exemplo. Por isso, era uma questão de tentar fazer o meu melhor em cada altura do jogo, em cada ponto e estar tranquilo com essas mudanças de ascendente.”
Apurado para os quartos de final de um torneio Challenger em Portugal pela quarta vez na carreira, Frederico Silva terá pela frente um dia de descanso e recuperação antes de lutar pelo acesso às segundas meias-finais — foi travado nessa fase da CT Porto Cup no último verão — com Ivan Gakhov. O russo está no 263.º posto do ranking, também é esquerdino e já esteve no seu caminho em quatro ocasiões, com o português a levar a melhor nas duas mais recentes — ambas em 2025 e sempre em três sets.
“Foram os dois encontros muito duros. Também é canhoto e tem pancadas muito pesadas. Joga bastante rápido, serve bem e é muito alto, por isso vai ser um tipo de jogo bastante diferente do que encontrei hoje. É muito perigoso por causa do serviço e da pressão que mete nesses jogos. Por ser canhoto também muda alguns padrões a que não estamos tão habituados e vai obrigar-me a ser estável no nível que apresento”, explicou.
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