A espera terminou e, à quinta oportunidade, Frederico Silva conseguiu erguer, pela primeira vez, um título Challenger, tornando-se no 13.º português a celebrar no circuito secundário para conquistar o 21.º troféu de um palmarés mais extenso do que o de qualquer compatriota.
“Estou muito contente com a vitória de hoje e a conquista do meu primeiro título Challenger. Sem dúvida que era um título de que já andava à procura há bastantes anos”, reconheceu em declarações ao Raquetc depois de fazer a festa em Chennai.
“Algumas das finais anteriores até foram a três sets e acabei por ficar perto da vitória, mas sem conseguir o título, por isso estou muito contente por acabar a semana da melhor forma depois de um jogo que foi muito exigente”, acrescentou o tenista luso de 30 anos após a quinta final Challenger da carreira.
Reconhecendo que ganhar um torneio desta dimensão “acaba por ser um objetivo de todos os jogadores porque faz parte de um caminho que começa nos ITF e que tem um nível totalmente diferente nos Challengers”, Silva reforçou a importância do feito “também pelos pontos que dá” numa altura em que o objetivo é claro: voltar aos torneios do Grand Slam o quanto antes, isto é, já em Roland-Garros.
Sobre a final, que ganhou contornos dramáticos ao obrigá-lo a criar sete match points, e que só venceu por 6-4, 6-7(10) e 6-4 contra argentino Federico Agustin Gomez (196.º), segundo cabeça de série, o número quatro nacional reconheceu ter sido “muito complicado fechar o jogo.”
“Mas também muito por mérito do meu adversário, que jogou os match points bastante bem. Tentou ser agressivo e comandar os pontos, mas também me obrigou a tomar a iniciativa e não havia muito que pudesse fazer de forma diferente. Depois de estar por cima do jogo todo e deixar escapar vários match points no tie-break do segundo set, encarar o terceiro set demonstrou bem a resiliência e a forma positiva como consegui manter-me no encontro porque sem dúvida que, se tivesse ficado preso àqueles match points, não tinha conseguido.”
Sem tempo a perder, Frederico Silva já estava no aeroporto a caminho de Nova Deli quando respondeu ao Raquetc. É que na próxima semana volta a competir na Índia e depois ainda irá a Pune antes de concluir a gíria em Fujeira, nos Emirados Árabes Unidos. O objetivo, esse, mantém-se: “Continuar a somar pontos e vitórias para subir o máximo possível no ranking.”
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