Da descrença ao “sorriso na cara”, caloiras estão prontas a beber da sabedoria das colegas de seleção

0
1
Da descrença ao “sorriso na cara”, caloiras estão prontas a beber da sabedoria das colegas de seleção

OEIRAS – Uma recebeu um telefonema anónimo e inesperado, a outra esperava uma ‘dura’ da selecionadora quando foi chamada à parte. Tanto Madalena Matias como Gabriela Amorim receberam a primeira chamada à seleção nacional com espanto. Agora, a surpresa passou a alegria pelo momento solene em tão tenra idade e nem a praxe habitual das mais cotadas tirou o rejúbilo de uma semana especial.

Neuza Silva confiou em duas caloiras para a terceira receção nacional nos últimos quatro anos de um grupo da Billie Jean King Cup. Também sob a alçada da experiente Francisca Jorge, da irmã Matilde Jorge e da agora já habitué Angelina Voloshchuk – aos 18 anos já pela quarta vez entre as eleitas -, as petizas de 17 primaveras estão nas nuvens com a oportunidade concedida.

“Estou a adorar estar aqui, estou muito feliz. Sobretudo por ser em casa, estou a cinco minutos de casa. Faço tudo com um sorriso na cara. Estou a desfrutar, estou feliz e vou dar o meu máximo”, enalteceu Madalena Matias, que quase deixava escapar a chance, pelo menos no instante inicial. Isto porque estava prestes a entrar em court para competir numa prova júnior no Monte Aventino quando recebeu uma chamada de um número desconhecido.

Do outro lado da linha estava a selecionadora das quinas há uma década e uma das melhores integrantes da história do ténis feminino luso. Mesmo sem o hábito de atender números não gravados na memória do telemóvel, Matias não só respondeu como ficou “de boca aberta” com a chamada. Se bem que na noite anterior à chamada teve uma espécie de premonição num jantar com amigos. Pelo menos uma premonição da parte deles. Pelo sim pelo não, o número de Neuza Silva já ficou estampado no telemóvel.

Bem mais simples foi a comunicação a Gabriela Amorim, ainda que também mais temerosa. A integrante do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis estava a caminho da fisioterapia quando passou pela capitã, igualmente elemento da equipa. O primeiro pensamento, inevitável, passou por problemas a chegarem, mas o que apareceu foram tudo menos dores de cabeça. “Fiquei bastante surpreendida. Claro que era uma coisa que gostava e queria muito”.

Compreende-se a pressa em partilhar com a mãe. Nem mesmo o cabelo pintado da praxe das clientes habituais da equipa, ou a flexões por dizer palavras proibidas, tiram o sorriso da cara da sempre alegre jovem lusa. “Estou a adorar. Estou a gostar imenso de estar com elas. É uma semana que vai oferecer muita experiência, com elas e com a Neuza como capitã”.

A normalidade indica que Madalena Matias e Gabriela Amorim vão ter de estar de gargantas afinadas e forças nas mãos – sempre prontas para qualquer eventualidade – para apoiar as colegas já a partir desta terça-feira. A eliminatória inaugural vai ter como oposição a poderosa Alemanha às 11 horas.

O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim conseguiremos informar mais pessoas sobre o que acontece no mundo do tênis!

Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original