Depois de adiar duas vezes o início da temporada, João Fonseca finalmente volta às quadras. A estreia do carioca em 2026 acontece no Australian Open, após ficar de fora dos ATPs 250 de Brisbane e de Adelaide por causa de uma lombalgia que limitou seu movimento e acendeu o alerta em sua equipe. O duelo em Melbourne será diante do norte-americano Eliot Spizzirri, número 89 do ranking.
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A lombar é uma área crítica para qualquer tenista, e a ausência do jovem em dois torneios logo no início do ano gerou dúvidas sobre a gravidade do problema. Segundo Fabio Oliveira, fisioterapeuta esportivo e especialista da Sonafe Brasil, a condição não é incomum, mas costuma afetar diretamente a qualidade do jogo. “Todos os golpes do tênis dependem da rotação do tronco. Quando há dor, esse movimento fica limitado, reduzindo força, potência e velocidade”, afirma.
O início da temporada também não ajuda. Os torneios de janeiro são disputados majoritariamente em pisos rápidos e duros, que exigem mais impacto e tornam o desgaste na região lombar ainda maior. “É uma superfície mais agressiva para o corpo e para as articulações, inclusive a região lombar”, completa Oliveira.
Além do componente físico, há o emocional, especialmente para um atleta jovem que tenta firmar espaço no circuito. “A dor gera insegurança, medo de piorar a lesão e receio de se movimentar, o que compromete a performance e, em alguns casos, leva à desistência de partidas”.
A lombalgia, inclusive, está entre as principais causas de abandono no circuito profissional. “Muitas vezes, o atleta percebe que não conseguirá executar seus golpes com eficiência e opta por não competir para evitar o agravamento do quadro”, explica o fisioterapeuta.
Segundo Oliveira, o tratamento é baseado em exercícios e adaptações no treino, e não em repouso absoluto. O objetivo é controlar a dor, recuperar mobilidade e fortalecer o tronco, liberando a progressão conforme os sintomas diminuem. Em atletas de alto rendimento, a resposta costuma ser mais rápida. “Na maioria dos casos, os sintomas duram de três a cinco dias, mas isso varia conforme a gravidade e o acompanhamento. Em quadros leves a moderados, o retorno pode acontecer em cerca de uma semana”.
O próprio atleta garante estar recuperado e pronto para encarar o primeiro Grand Slam do ano. “Estamos bem, de volta em quadra. Estamos se sentindo bem, conseguindo fazer bons treinamentos. Voltando, estamos de volta. Feliz de estar de volta, feliz de estar em quadra novamente, me sentindo bem. E, com tudo, primeiro torneio, primeiro Grand Slam do ano. E, desfrutar.”
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