OEIRAS – Chris Rodesch parecia disparado para lutar pela elite do ténis masculino quando em julho de 2025 atingiu o top 150 ATP, meses depois de conquistar o primeiro troféu no ATP Challenger Tour em Tallahassee, na Flórida. Uma lesão no tornozelo complicou as contas, só que a reta final de 2025 voltou a dar luz ao fundo do túnel, luz reforçada com um começo de temporada nos antípodas e agora com o título no Indoor Oeiras Open.
“Nos primeiros torneios do ano, na Austrália, joguei muito bem. Mas não tive a recompensa que queria. Por isso, ter a recompensa no terceiro torneio da temporada de 2026, com o nível que estou a apresentar, é muito bom. É óptimo vencer o meu segundo título Challenger”, sublinhou cerca de uma hora depois da cerimónia de conclusão do torneio, em conferência de imprensa.
Adaptado que nem uma luva às condições de jogo na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor, o número um luxemburguês explanou toda a agressividade do seu arsenal, em especial no serviço, e só cedeu um parcial em todo o evento, face a Zsombor Piros na final, tenista húngaro que apareceu limitado no duelo decisivo, mas encontrou formas de incomodar Rodesch. O vencedor do primeiro torneio internacional da época em solo nacional foi bastante elogioso para com o adversário deste domingo, frisando, especialmente, o “QI extraordinário”.
Na final, o tenista de 24 anos, antigo estudante na Universidade da Virgínia, precisou de inverter uma desvantagem de 2-0 no terceiro parcial, descobrindo soluções para o puzzle criado por Piros, e encarrilou seis jogos consecutivos para amealhar o troféu de campeão, 100 pontos e 23,750 euros. O jogo de rede foi igualmente um bom abono de família nos momentos mais importantes, uma arma potenciada por Gilles Muller, com quem trabalha desde setembro. O melhor jogador de sempre do Luxemburgo chegou a figurar no 21.º posto do ranking ATP e em 2017 atingiu uma final em Portugal, no Millennium Estoril Open.
Rodesch alcançou a segunda este domingo em duas vindas ao nosso país, após a derrota na final do ITF de Loulé em março do ano passado. Agora não só vence, como vence na categoria acima.“Há uma grande conexão entre o Luxemburgo e Portugal e há muito boas pessoas portuguesas a viver no Luxemburgo. Gosto muito dos portugueses”, dizia após a passagem às meias-finais.
“O primeiro título Challenger é sempre bom, mas este também é muito, muito especial. Especialmente depois das dificuldades sentidas no verão”. E agora nem tem de pegar nas malas e mudar de local de trabalho, já que neste mesmo recinto já se joga o segundo Indoor Oeiras Open. Chris Rodesch quer “continuar no bom caminho” e jogar nos “mesmo courts e nas mesmas condições” pode ajudar, ainda que Elmer Moller, adversário na primeira ronda, apareça como o mais credenciado da competição.
Até lá, na terça-feira, Rodesch terá algum tempo para celebrar. “Talvez um bom jantar em Lisboa e uma visita ao centro da cidade”.
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