A dois dias dos quatro anos da guerra na Ucrânia, Snigur ganhou “motivação” na adversidade

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A dois dias dos quatro anos da guerra na Ucrânia, Snigur ganhou “motivação” na adversidade

OEIRAS – Mais de três anos depois de quase ter integrado o top 100 WTA, Daria Snigur volta agora estar perto da elite após conquistar no WTA 125 Women’s Indoor Oeiras Open o maior título da carreira e depois também de um bom início de 2026 marcado igualmente pela primeira meia-final no circuito principal. A dois dias de se completarem quatro anos do início da invasão russa à Ucrânia, a tenista de 23 anos sentiu o peso da efeméride e do apoio dos compatriotas para sair imaculada do Jamor.

“É difícil falar sobre este assunto, mas dá-me motivação extra para vencer encontros e títulos. É especial para mim, para a minha família e para o meu país”, sublinhou, emocionada, na derradeira conferência de imprensa da semana.

A antiga número dois mundial de sub-18 e vencedora de Wimbledon em 2019 no escalão joga com o símbolo ucraniano ao peito desde a guerra e nunca mais o largou. “É a minha forma de apoiar, para mim é muito importante”. Também importante foi o apoio vindo das bancadas cheias da nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor, onde constaram compatriotas vestidos a rigor. “Fiquei surpreendida por ver ucranianos nas bancadas e perceber que tinham a bandeira com eles, até porque estamos em Oeiras, não em Lisboa, e não há muitos ucranianos a gostar de ténis”.

Com um coração desenhado com os dedos ainda em campo, a atual 133.ª WTA (ex-105.ª em 2022) não escondeu a satisfação pela maior conquista do palmarés profissional. “Significa muito porque trabalhei muito para conquistar este título. Depois de um ano e de um período difícil, fiz muitos treinos bons nos últimos meses e estou muito feliz por conquistar este título”.

E para isso contou com capacidade de trabalho prévia e com uma descoberta interior. “Encontrei algo dentro de mim para jogar, bater cada pancada, vir à rede, fazer volleys e foi fundamental para superar jogos bem difíceis no final do segundo set. Encontrei o meu carácter, talvez por ser a final, o último encontro. Queria mesmo ganhar o meu maior título e sabia que tinha de mudar a minha mente”, contou, após vários elogios à adversária, a suíça Viktorija Golubic, uma tenista de culto do circuito feminino e uma amiga da sexta melhor ucraniana da hierarquia.

Na cerimónia de consagração, Daria Snigur mostrou ambição de erguer troféus ainda mais relevantes. Não fala do top 100 diretamente como meta, mas sublinha que “se mantiver este nível” vai lá chegar e não fecha a porta ao regresso a Portugal, onde até já tinha atingido uma final ITF (Santarém 2021) e uns quantos quartos de final (o último, no WTA 125 das Caldas da Rainha).

“Voltarei a Portugal de certeza, mas para jogar mais torneios em piso rápido. Terra batida não!”

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