Sintonia e experiência como conceitos chave para um título de superação das irmãs Jorge no Porto

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Sintonia e experiência como conceitos chave para um título de superação das irmãs Jorge no Porto

PORTO — Francisca Jorge e Matilde Jorge conquistaram pela terceira vez um WTA 125 ao vencerem o Eupago Porto Open e foi com a boa-disposição habitual que desconstruíram uma semana de superação que terminou em festa no Complexo Desportivo do Monte Aventino.

Em total sintonia, prontas a falarem uma pela outra, as irmãs naturais de Guimarães começaram por mencionar o alívio que sentiram ao cumprirem a missão: “Acho que posso dizer pelas duas que estamos muito contentes. Era uma vitória que já andávamos a procurar há algum tempo, desde o início do ano. Ainda não tínhamos tido a oportunidade de jogar uma final [WTA 125] devido a desistências da nossa parte. Soubemos sofrer no primeiro encontro, que esteve muito perto de cair para o lado contrário, e depois fomos jogando melhor e estamos de parabéns”, disse Francisca Jorge.

A mais nova concordou logo a seguir: “Como a Kika disse, foi uma pena não termos conseguido jogar uma final WTA juntas até agora. Mas estivemos bastante bem [esta semana] e saímos muito contentes.”

Na cabeça de ambas estavam as duas meias-finais de que abdicaram numa fase inicial da época, nos dois WTA 125 indoor do Jamor, devido a maselas físicas de parte a parte. Em ambos os casos tinham encontro marcado com as irmãs Corley, campeãs em título deste Eupago Porto Open a quem inflingiram a vitória mais acentuada da semana nas meias-finais, já depois do susto da primeira ronda em que precisaram de anular quatro match points.

“Ajudou-nos a abrir os olhos no sentido de percebermos que tínhamos de reagir rápido quando temos um jogo duro e estamos por baixo. Nessa primeira ronda em específico deixámo-nos ir um bocadinho. Continuámos a lutar e por isso foi merecido, mas também tivemos um bocadinho de sorte. No super seguinte e no de hoje estivemos mais à altura”, explicou Matilde, de 22 anos.

Quatro anos mais velha, Francisca corroborou: “Acordou-nos para a realidade e fez-nos percebermos que não podíamos deixar as coisas rolar tanto. Sofremos um susto desnecessário, mas também serviu para abrirmos os olhos e conseguirmos desenvencilhar-nos. Foi importante para a confiança e para percebermos que não era assim que íamos ganhar jogos para a frente e [depois] tomámos a iniciativa nos momentos importantes e jogámos muito bem os dois match tie-breaks.”

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