Torres relativiza: “É assim o ténis, num dia ganhas ao 30 do mundo, no seguinte perdes com o 400”

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Torres relativiza: “É assim o ténis, num dia ganhas ao 30 do mundo, no seguinte perdes com o 400”

PORTO – Tiago Torres voltou à competição pouco mais de um mês depois da brilhante campanha que o levou aos quartos de final do Millennium Estoril Open na estreia em torneios ATP. O regresso não correu de feição, ainda que as expetativas não fossem muito altas.

“Não fiz um grande jogo, mas não esperava fazer. Faltou ritmo em certas partes”, sublinhou o lisboeta de 24 anos após ceder contra o jovem alemão Mika Petkovic (432.º) em três sets. “Não perdi na parte física, foi mais na parte da gestão do encontro. Felizmente não tenho perdido muitas primeiras rondas neste ano como profissional”.

Esse primeiro ano foi de excelência. O agora número cinco nacional saltou de fora do top 1000 para o posto 332 da tabela ATP (atualmente é 352.º). Talvez a primeira grande campanha tenha surgido precisamente no Clube de Ténis do Porto há um ano, quando veio da fase de qualificação e só cedeu na segunda ronda. Foi a primeira vez que atingiu os oitavos de final de um Challenger (tem agora três) e pelo caminho também alcançou quatro finais na World Tennis. Além, obviamente, do conto de fadas no Clube de Ténis do Estoril.

A elevada densidade de encontros fez reavivar um problema antigo no cotovelo esquerdo. A seguir ao duelo contra Hugo Gaston no Estoril, Torres esteve duas semanas sem tocar na raqueta face à “tensão dos músculos”. “Sinto que estou a trabalhar bem, mas acontece. Não estava habituado a fazer muitos jogos”.

A derrota da passada segunda-feira não o desanimou, mesmo que não estivesse no programa. “Depois do Estoril não esperava perder com um miúdo que vai ser muito bom, mas é 400 [432 ATP]. É assim o ténis, um dia ganhas ao 30 do mundo [Alejandro Tabilo], no dia seguinte perdes com o 400. Hoje em dia a diferença dos ITF’s para os Challengers é pequena e dos ATP para os Challengers ainda é menos. Não há jogos fáceis, o nível geral obriga-te sempre a jogar bem”.

Por isso, Torres sabe que derrotas destas podem acontecer até “perfeitamente rodado”. E olhando para o copo meio cheio, “há um ano não sei se acreditava estar a 350 do mundo”. A tremenda ascensão e a o percurso no maior torneio português tornaram-no mais conhecido o que traz “responsabilidade porque não quero deixar ninguém mal. Com mais pessoas a olhar, quero ser um exemplo e não o mau da fita”.

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