Mais de 20 anos depois, Novak Djokovic voltou a perder na primeira ronda de um torneio do Grand Slam. O sérvio, ex-número um mundial e atual número cinco na hierarquia, protagonizou a maior surpresa do primeiro dia de quadro principal no US Open… pelos piores motivos.
Aos 39 anos, Djokovic viu a jornada na busca pelo 25.º título Major ser encurtada às mãos do argentino Mariano Navone (49.º ATP), que prevaleceu em pouco menos de cinco horas de um encontro disputado em condições indoor. Com voltas e reviravoltas, tudo acabou com o sérvio em total colapso e com Navone a capitalizar, com todo o mérito, numa vitória por 7-6(5), 5-7, 4-6, 6-2 e 6-1.
A parte final do encontro ficou naturalmente marcada pelas muitas dificuldades físicas apresentadas por Novak Djokovic. O sérvio chegou inclusive a vomitar em court e acabou o encontro a passar dificuldades ao nível das costas e dos ombros. Pelo meio, não conteve também o desabar emocional expresso nas lágrimas que se apoderaram do rosto. Um momento forte para o público, que reforçou o apoio na tentativa de ressuscitar um dos seus heróis que parece, por fim, estar a ceder perante o único adversário impossível de derrotar: o tempo.
Mesmo perante tamanha onda de apoio, Djokovic não se conseguiu reerguer. O corpo do sérvio falou mais alto. Mais de 20 anos depois, o antigo número um do Mundo viu interrompida uma série de 78 vitórias consecutivas em primeiras rondas do Grand Slam. Não perdia na estreia de um Major desde a edição de 2006 do Australian Open, quando foi derrotado por Paul Goldstein.
O desaire precoce vai levar ainda a outro dado histórico: pela primeira vez desde julho de 2018, Novak Djokovic vai abandonar o top 10 mundial. A derrota em Nova Iorque atira o (ainda) número cinco mundial para um virtual 11.º posto na hierarquia.
Para Mariano Navone, que conquistou a primeira vitória da carreira sobre um top 10 em torneios do Grand Slam e se tornou o primeiro a vencer Novak Djokovic numa primeira ronda do US Open, segue-se agora o vencedor do confronto entre o italiano Matteo Berrettini (43.º) e o suíço Stan Wawrinka (127.º), que se despede dos torneios do Grand Slam.
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