“Que continue a tempestade”: Matos e Luz miram US Open e Olimpíada

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“Que continue a tempestade”: Matos e Luz miram US Open e Olimpíada

Depois de fazer o “raio cair duas vezes no mesmo lugar” com os títulos consecutivos dos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, Rafael Matos e Orlando Luz querem que a tempestade continue. Em entrevista nesta terça-feira (25), a dupla brasileira falou sobre o momento da parceria às vésperas do US Open, último Grand Slam da temporada, e revelou que já tem outro objetivo traçado para os próximos anos: disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

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“Vi uma muito boa no Instagram, acho que foi ontem: ‘o raio caiu duas vezes no mesmo lugar e que continue a tempestade’”, contou Matos ao falar da sequência.

Há menos de duas semanas, Matos e Luz ainda buscavam o primeiro título de Masters 1000 da parceria. Agora chegam a Nova York depois de levantar os troféus de Montreal e Cincinnati em sequência. Eles se tornaram apenas a quinta dupla na Era Aberta a conquistar os dois torneios na mesma temporada.

O primeiro “raio” caiu em Montreal. Em 13 de agosto, os brasileiros derrotaram Marcelo Arévalo e Mate Pavic por 5/7, 6/4 e 10/6 e se tornaram a primeira dupla formada exclusivamente por brasileiros campeã de um Masters 1000.

Dez dias depois, repetiram a conquista em Cincinnati. Rafael Matos e Orlando Luz venceram Constantin Frantzen e Robin Haase por 6/4, 3/6 e 10/7 na decisão e completaram a dobradinha Canadá-Cincinnati. Antes deles, a última parceria a conseguir o feito havia sido formada pelos franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, em 2017.

Agora, com o US Open começando no domingo (30) e o ATP Finals cada vez mais próximo, a expectativa é saber até onde pode ir a sequência dos brasileiros nesta reta final da temporada.

Parceria encaixa dentro e fora da quadra

Rafael Matos e Orlando Luz – Foto: Cincinnati Open

Para Matos, não existe apenas um motivo para explicar a sequência. O gaúcho destacou que os dois têm características semelhantes e enxergam o jogo de maneira parecida.

“Acho que o primeiro ponto é que a gente tem um estilo de jogo parecido. A gente tem um fundo de quadra bem forte. A gente pensa o jogo da mesma maneira. Ele saca um pouquinho melhor que eu”, brincou Matos.

“Essa nossa amizade faz com que a nossa energia seja bem alta na quadra. A comunicação foi muito boa e a gente estava sempre puxando o máximo possível”, completou.

Los Angeles-2028 já está nos planos

Se o US Open é o próximo desafio, Matos e Luz também têm uma meta mais distante definida. Os dois querem representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

Matos esteve perto de disputar Paris-2024 ao lado de Marcelo Melo. A dupla, porém, acabou fora da chave olímpica pelos critérios de classificação utilizados para preencher as últimas vagas.

“Nem me fala. Bateu na trave mesmo. E, além de Olimpíada, era ainda mais especial porque era lá em Roland Garros, que é talvez o meu torneio preferido no saibro. Com certeza é um dos meus sonhos e objetivos jogar a Olimpíada. Representar todo o país, ter todos os esportes lá, ter os melhores do mundo de todos os esportes no mesmo ambiente. Acho que deve ser uma experiência única. E, claro, mais alto ainda seria ganhar uma medalha”, disse Matos.

Orlando Luz já viveu experiência olímpica

Marcelo Zormann e Orlando Luz conquistaram o ouro nas duplas nos Jogos Olímpicos da Juventude 2014 – Foto: Wang Yuguo/Xinhua

Luz sabe o que significa subir em um pódio em uma competição olímpica. Em 2014, nos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanquim, conquistou o ouro nas duplas masculinas ao lado de Marcelo Zormann e a prata no simples.

“Não tem discussão. O maior sonho de um tenista, de um atleta, é participar das Olimpíadas, levantar a bandeira, escutar o hino no pódio. É um sentimento muito diferente. É algo que fica marcado. Não tem toda essa cerimônia pós-título de um ATP. Mas poder receber a medalha, subir no pódio, escutar o hino é bem diferente”, contou Orlando.

E Los Angeles já fazia parte da conversa entre os dois desde o início da parceria.

“É um dos nossos objetivos desde a nossa primeira conversa. Mas, como eu disse, é um pouquinho distante por data. Não digo de nível ou algo do tipo para chegar, mas de data. A gente segue com esse sonho vivo.”

Antes de pensar em 2028, porém, há muito pela frente. Depois de dois Masters 1000 consecutivos, Matos e Luz agora chegam a Nova York tentando fazer com que a tempestade continue.

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