ESTORIL — Tiago Torres fechou a caminhada de sonho no Millennium Estoril Open ao perder frente a Hugo Gaston por 6-3 e 6-4 no primeiro encontro alusivo aos quartos de final. O português, protagonista de uma das melhores histórias do ano no ATP Tour, despediu-se com sensações muito positivas daquela que foi a sua primeira semana de sempre a competir ao mais alto nível.
Numa primeira análise ao duelo entre canhotos com Gaston, o português explicou o porquê de ser um adversário tão difícil de defrontar: “O jogo em si foi um jogo um bocado diferente dos que joguei antes, contra um adversário muito inteligente. Não joga tanto com a velocidade, mas sim com os ritmos de jogo. Parecia mais um jogo de xadrez do que de ténis. Jogar rápido não quer dizer jogar bem, e é o caso dele. Joga muito com variações de ritmo e quebras de jogo, é muito difícil jogar com ele. É muito inteligente.”
Apesar de ter vivido um percurso que antes não imaginara alcançar, Torres tinha a ambição de fazer ainda mais e lamenta o fim da oportunidade, depois de ter liderado ambos os sets: “Não posso estar contente com o resultado porque acho que merecia mais, mas o ténis assim. Vendo o copo meio cheio, foi um bom jogo e um grande torneio da minha parte. Dei o meu melhor e estou muito orgulhoso de mim.”
O lisboeta de 24 anos aponta a um regresso ao circuito ITF depois de uma semana que espera ter servido como divisor de águas: “Se me dissessem no início da semana que ia ganhar uma ronda, ou jogar o quadro principal sequer, diria ‘uau’. Se me dissessem que eu iria estar chateado por perder uns quartos de final do Millennium Estoril Open, diria que não sejam malucos. Mas é o caso, há que sorrir e seguir daqui para a frente. Oxalá consiga sair dos ITF para os Challengers, e um dia mais para este nível.”
Confirmada está a subida de quase 100 posições no ranking mundial já na próxima segunda-feira e Tiago Torres aponta para novas metas por alcançar num futuro próximo depois de uma história com marca no ténis português: “Poder estar a disputar os quartos de final dá alento e vontade, é sinal que o trabalho está a ser bem feito. O próximo sonho é conseguir jogar um Grand Slam, a qualificação.”
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