Guia para o melhor Figueira da Foz Ladies Open de sempre — com direito a constelação

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Guia para o melhor Figueira da Foz Ladies Open de sempre — com direito a constelação

FIGUEIRA DA FOZ — Chegou a primeira paragem dos grandes torneios portugueses fora da capital. Pelo quarto ano consecutivo, o Figueira da Foz Ladies Open surge como um dos maiores eventos do país, mas a marca redonda das 10 edições traz uma novidade de gabarito: pela primeira vez como WTA 125.

A quinta prova nacional dessa estirpe na presente temporada tem a presença das duas melhores portuguesas dos últimos anos e a elas junta-se um grupo restrito de luxo: Beatriz Haddad Maia, Alina Korneeva, Kristina Mladenovic, Vera Zvonareva e Jil Teichmann. E as três primeiras, todas convidadas pela Federação Portuguesa de Ténis para o certame, sabem o que é chegar ao derradeiro dia desta competição.

Datas: 14 a 21 Junho de 2026
Local
: Tennis Club da Figueira da Foz
Superfície: Piso rápido outdoor
Bolas: Wilson Roland-Garros all-court

Francisca Jorge e Matilde Jorge são as únicas tenistas da casa com entrada direta e ambas trazem boas memórias do Tennis Club da Figueira da Foz.

A número um nacional (196.ª WTA, a 20 posições da melhor cotação) atingiu neste torneio a maior meia-final da carreira em 2023 (igualada, no ano seguinte, nas Caldas da Rainha) e os quartos de final na edição transata, isto além do título de pares amealhado em 2019. A irmã mais nova (260.ª) nunca alcançou a antepenúltima fase da competição, mas no mesmo ano de 2023 surpreendeu a atual top 40 Jaqueline Cristian para celebrar então o maior triunfo do currículo.

Ambas venceram recentemente pela primeira vez numa prova do Grand Slam e também sabem o que é sorrir numa prova desta dimensão: além dos dois troféus de pares lado a lado no Oeiras Ladies Open (2024 e 2025), feito que Matilde Jorge ainda adicionou no Oeiras CETO Open com Sofia Costoulas, conseguiram chegar anteriormente às rondas decisivas de torneios WTA 125 em Oeiras. Francisca Jorge soma três quartos de final na categoria e a número dois nacional foi ainda mais longe ao atingir no primeiro Indoor Oeiras Open desta temporada a maior meia-final do ténis feminino luso.

É sempre de saudar o regresso de Beatriz Haddad Maia a Portugal. A brasileira tem quebrado barreiras para o ténis do seu (gigante) país, mas antes disso foi verdadeiramente feliz por cá para ultrapassar um período negro na carreira. Em Portugal, a paulista de agora 30 anos arrecadou cinco títulos e disputou seis finais. A única cedida, curiosamente, foi no Figueira da Foz Ladies Open (2020), numa final na qual dispôs de três match points e só foi vergada ao cabo de 4h06.

Depois do êxito de lés a lés de Portugal, Haddad Maia voou: chegou ao top 10, alcançou as meias-finais de Roland-Garros e os quartos de final em Wimbledon e conquistou quatro títulos no circuito principal em sete finais. O maior dos troféus num WTA 500 (Seul), e alcançou ainda uma final bem maior, no WTA 1000 do Canadá (2022).

Findo o período áureo, e à procura de melhores sensações, a brasileira regressou ao porto de abrigo pela primeira vez desde as meias-finais nas Caldas da Rainha em 2021. Agora fora do top 100 (108.ª, que ainda assim dará uma das melhores posições no quadro do evento), Haddad Maia disputou o Oeiras Ladies Open de abril e muitos foram os fãs presentes do Jamor nos dois encontros da popular tenista.

As vitórias em 2026 têm sido escassas (quatro em 21 duelos), as exibições bem diferentes do tempo da glória (tanto nacional como internacional), mas o clique pode perfeitamente surgir no país adotivo. E será certamente bastante empurrada pelos muitos compatriotas que a acompanham constantemente em Portugal.

É uma cara bem conhecida dos torneios portugueses, tanto que até parece uma veterana apesar dos ainda 18 anos. Alina Korneeva brilhou no circuito juvenil – número um de sub-18 com 15 primaveras e detentora de dois Major no escalão – antes de encantar por cá. Dos nove troféus do palmarés, cinco são em Portugal e o primeiro de todos no Figueira da Foz Ladies Open de 2023, palco onde atingiu uma segunda final há um ano.

Na altura, como líder da hierarquia júnior, conquistou no Oeste o maior título da carreira (ITF W100), mas esse desígnio foi superado esta época e, surpresa!, de novo em Portugal, ao erguer no Indoor Oeiras Open o primeiro êxito na categoria WTA 125.

Os pontos em solo luso (amealhou ainda o ITF W100 das Caldas da Rainha em 2024, os ITF W50 de Leiria e Évora em 2025) ajudaram a catapultar a prodígio russa para o top 100 (96.ª) e este será o primeiro torneio que disputa com esse estatuto. Um estatuto bem curto para todo o potencial augurado. Será a primeira cabeça de série e um dos focos do evento.

E se há jogadoras que são foco pelo palmarés, Kristina Mladenovic é um desses casos. A francesa de 33 anos está numa fase descendente (849.ª) muito devido a lesões. Em 2025, a ex-top 10 só competiu cinco vezes a nível individual e na presente temporada somente em nove ocasiões. Mas a galeria da carismática tenista é de excelência: ostenta um troféu de singulares em oito finais (a maior no WTA 1000 de Madrid) e em pares é uma das melhores das últimas duas décadas. São nove os títulos do Grand Slam (seis em pares femininos), possui dois WTA Finals, quatro WTA 1000 e liderou a hierarquia 12 semanas.

Mladenovic adora jogar em Portugal e em 2024 chegou ao derradeiro embate no Tennis Club da Figueira da Foz. Há dois meses, a gaulesa passou duas semanas memoráveis no Jamor. Na primeira, fez parte da seleção (e se gosta de representar o país e os franceses – em 2019 celebrou a Billie Jean King Cup e no currículo apresenta quatro títulos em Roland-Garros) que garantiu o play-off de promoção da fase final da maior competição de equipas femininas e uma semana depois juntou o Oeiras Ladies Open de pares à galeria de títulos, 13 anos após ter conquistado, igualmente no Estádio Nacional, o antigo Estoril Open na variante.

Sem percurso em Portugal de relevo, mas com o maior palmarés de todas as protagonistas, aparece Vera Zvonareva. A russa de agora 41 anos (!) sagrou-se duas vezes vice-campeã de provas do Grand Slam em 2010, ano em que chegou ao segundo posto da tabela WTA. No pouco que tem competido, a experiente jogadora ainda mostra algumas das valências de outrora. E há que desfrutar dos últimos momentos da carreira de uma tenista com 12 títulos no circuito maior em 30 finais (na categoria 1000 apresenta um êxito em sete decisões) e cinco Majors em pares.

Jil Teichmann fecha a mão cheia de vedetas do torneio. A ex-21.ª do ranking (atual 131.ª) já adquiriu dois troféus WTA num total de cinco finais, a maior no WTA 1000 de Cincinnati, e após uma paragem de sete meses para cuidar da saúde mental, regressou aos courts em abril para os dois WTA 125 de Oeiras. Sem ritmo competitivo, a suíça de 28 anos cedeu prematuramente, mas dias depois só cedeu nas meias-finais do WTA 250 de Rabat e logo após atingiu os oitavos de final em Roland-Garros pela segunda vez na carreira. Embalada por um resultado inesperado – onde até derrotou a top 10 Karolina Muchova -, a finalista do Porto Open de 2018 pode ser perigosa na Figueira da Foz. Talento não falta.

As ex-top 100 Lucrezia Stefanini, Sachia Vickery e Viktoria Hruncakova também abrilhatam um certame no qual a checa Darja Vidmanova, finalista do primeiro WTA 125 da época nacional, aparece como uma das favoritas ao título.

Pontos e prize-money

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Transmissões televisivas

De terça-feira, a Sport TV transmitirá, em direto, dois encontros a partir das 11 horas — o mesmo horário da final de domingo.

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