A polaca Maja Chwalinska sagrou-se, este sábado, vice-campeã feminina de Roland-Garros. A grande figura da prova, por ter começado na fase de qualificação enquanto 114.ª do ranking mundial e acabado na final e com a garantia de subir ao 21.º lugar, Chwalinska sentou-se pela última vez na sala de imprensa para um balanço do encontro frente a Mirra Andreeva e das três semanas históricas que viveu em Paris.
“Foram três semanas inesquecíveis para mim, foi fantástico. Nunca me esquecerei. O encontro de hoje foi muito difícil, a Mirra jogou muito melhor e mereceu ganhar. Estou orgulhosa do meu esforço, dei tudo de mim e acho que posso ficar orgulhosa“, começou por dizer a tenista de 24 anos.
O nível de ténis de Maja Chwalinska foi muito elogiado ao longo da campanha no Grand Slam francês, mas a própria sentiu que não estava no seu auge. “É um pouco estranho, mas não senti que estivesse a jogar o meu melhor ténis. Penso que ganhei muita confiança porque nunca tinha jogado contra tenistas de topo. Foi uma experiência inédita e ganhei confiança“, disse.
A tenista polaca reconheceu o cansaço acumulado, mas recusou que isso servisse de justificação para o desfecho. E falou ainda sobre os nervos acumulados ao longo das últimas semanas: “Para ser sincera, ficava nervosa antes de cada encontro. Não consegui comer nas três semanas. Os meus treinadores iam comer pizza e eu não conseguia. Estou feliz por terminar o torneio, talvez redescubra o prazer de comer“.
A campanha histórica de Maja Chwalinska em Roland-Garros pode servir para mudar por completo a carreira da polaca, até pela larga quantia que encaixou em prémios monetários. “De certeza que vai ser diferente“, afirmou. “Espero adaptar-me e trabalhar arduamente como sempre. Vou dar tudo para melhorar todos os dias e vamos ver como as coisas acontecem. Sou muito grata por este torneio, mas já passou. Tenho que me manter focada e a dar tudo. Tenho os pés no chão e uma boa rede de apoio, sei quais são as prioridades“, acrescentou ainda.
Para a canhota de Dabrowa Gornicza segue-se agora um período de descanso para recuperar as energias, sendo que o regresso está marcado para Wimbledon. No All England Club, Chwalinska ainda não sabe se vai jogar o quadro principal ou o qualifying, isto porque a lista fechou numa altura em que a polaca entrava na fase prévia e agora necessita de um convite da organização para entrar no quadro principal (e logo como cabeça de série).
“Um convite para Wimbledon seria a notícia do século, sinceramente. Não estou à espera de o ter, mas vamos ver. Vou encarar como um desafio. É uma superfície nova, não tenho muito tempo para me preparar. Estou animada, a relva é sempre uma boa mudança. No ano passado foi um pouco complicada para mim, mas antes eu adorava jogar na relva“, rematou.
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