Com “a melhor campanha da carreira”, Jaime Faria destaca regresso ao top 100 e vontade de fazer mais história

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Com “a melhor campanha da carreira”, Jaime Faria destaca regresso ao top 100 e vontade de fazer mais história

PARISJaime Faria venceu pela quinta vez seguida em Roland-Garros e igualou as melhores campanhas da história do ténis português em Paris, mas tem fome de mais e logo após o triunfo desta quinta-feira deixou bem expressa a vontade de continuar a quebrar barreiras — essa palavra tão constante no discurso dos últimos anos.

“Os pontos não mentem, é a melhor campanha da minha carreira. Já sã 120 pontos, nunca fiz tantos num só torneio e já ganhei muitos jogos e de muito bom nível, portanto estou muito feliz. Sinto-me consistente e quero dar ao máximo continudade para tornar esta campanha o melhor possível”, disse, entre sorrisos, na conversa com os jornalistas portugueses depois de superar Jan-Lennard Struff.

O triunfo desta quinta-feira frente ao número 80 mundial (antigo 21.º do ranking e finalista do ATP Masters 1000 de Madrid) foi selado em três sets debaixo de temperaturas acima dos 30 graus, condições que acabaram por ajudar o jovem português de 22 anos a fazer história.

“Ele é um adversário muito agressivo, que não dá muito ritmo, mas sabíamos que talvez não estivesse nas melhores condições físicas pelo calor que está. Eu ficaria mais confortável em pontos mais compridos, com trocas de bolas mais difíceis, e foi assim. Tentei manter o jogo duro desde o início, responder muita bola dentro e consegui meter energia no serviço e ter inícios de jogada com competência. Ele foi perdendo energia no serviço e eu tirei proveito disso e também comecei a responder melhor, o que lhe causou muita pressão”, explicou Faria.

“Era um encontro exigente porque ele responde bem, é agressivo, há momentos em que não dá para trocarmos a bola porque ele faz a festa toda com winners. Mas consegui manter-me e canalizar a energia para os inícios de jogada e meter qualidade nas minhas pancadas, isso foi muito importante”, rematou o número dois nacional sobre o quinto triunfo desde que chegou a Paris. Desta forma, Jaime Faria igualou a campanha do amigo Henrique Rocha há um ano, tornando-se no terceiro português (segundo homem, pois Michelle Larcher de Brito foi a primeira) a vencer cinco encontros de singulares num só torneio do Grand Slam.

Nunca um tenista luso passou da terceira eliminatória em Paris e em 2026 tanto Jaime Faria, como Nuno Borges têm a oportunidade de alcançar um resultado inédito na catedral da terra batida, história com a qual o lisboeta ambiciona: “Continuo super ambicioso e motivado. Estou feliz por estar na terceira ronda, mas quero tentar esse feito.”

Outro, já garantido, era o regresso ao top 100, tão ambicionado por não ter tido a oportunidade de desfrutar desse estatuto no início de 2025, por causa de uma lesão: “É um dos marcos que os jogadores trabalham uma carreira inteira para alcançar e estou muito feliz por estar de volta. Já lá estive, mas não me senti um jogador do top 100, nunca fui um top 100 muito consolidado porque tive aquela lesão. É muito importante continuar a ouvir os sinais do meu corpo, mas acho que estou melhor do que nunca e estou muito feliz por atingir esse marco, era algo que tinha como alvo e agora queremos mais coisas e feitos maiores.”

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