Marta Kostyuk estreou com vitória em Roland Garros neste domingo (24), derrotando Oksana Selekhmeteva por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3. No entanto, o resultado dentro de quadra dividiu espaço com um acontecimento comentado pela própria tenista após o triunfo, tornando a classificação ainda mais carregada de significado para a número 15 do mundo, que chega em Paris invicta na superfície de saibro.
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Domínio dentro de quadra
Kostyuk entrou em quadra com autoridade e impôs seu ritmo desde os primeiros games. A ucraniana conquistou a quebra já no primeiro game de saque de Selekhmeteva, abrindo rapidamente 4/1. Na sequência, uma nova quebra ampliou a vantagem para 5/1. Logo, Kostyuk sacava para fechar a parcial, mas a adversária devolveu uma das quebras no momento. Sem se abalar, a ucraniana pressionou o serviço adversário em um game longo e abriu frente após quatro set points, fechando em 6/2.
No segundo set, Selekhmeteva esboçou reação e abriu com uma quebra a seu favor. Porém, a instabilidade no saque foi crucial: a espanhola somou 12 duplas faltas ao longo do confronto e sofreu três quebras consecutivas em seguida. Assim como no primeiro set, Kostyuk chegou a sacar em 5/1 para fechar, sofreu a quebra novamente, mas não desperdiçou a segunda oportunidade. Após deixar passar match points no game anterior, fechou o jogo em 6/3 e garantiu a classificação.
Invencibilidade no saibro
A vitória deste domingo reforça o bom momento de Kostyuk na terra batida em 2026. Com o resultado, a ucraniana chega a 13 vitórias em 13 partidas disputadas no saibro na temporada, conquistando os títulos no WTA de Rouen e no Masters 1000 de Madri, o maior de sua carreira.
Marta Kostyuk on Clay lately
Extending the longest win streak of her career
#RolandGarros | @marta_kostyuk pic.twitter.com/9TBIUtIGmK
— wta (@WTA) May 24, 2026
Emoção após a partida
Em entrevista pós-partida, Kostyuk não segurou a emoção ao relatar o que viveu horas antes de entrar em quadra. A jogadora revelou ter passado parte da manhã em lágrimas, sem saber como reagiria durante o jogo.
“Estou orgulhosa de mim mesma hoje. Acho que foi um dos jogos mais difíceis da minha carreira. Esta manhã, a 100 metros da casa dos meus pais (na Ucrânia), um míssil destruiu o prédio. Foi uma manhã muito difícil. Eu não sabia como esse jogo ia acabar para mim. Não sabia como eu lidaria com isso. Passei parte da manhã chorando. Não quero falar de mim hoje. Estou muito feliz por estar na segunda rodada, mas todos os meus pensamentos e todo o meu coração vão para o povo da Ucrânia hoje”, disse.
Ao ser perguntada sobre o significado de continuar competindo, Kostyuk foi direta. “Porque acho que é importante continuar. Meu maior exemplo é o povo ucraniano. Acordei esta manhã e olhei para todas essas pessoas que acordaram e continuaram vivendo suas vidas, continuaram ajudando pessoas que precisam. Eu sabia que haveria muitas bandeiras ucranianas aqui hoje e que muitas pessoas viriam e apoiariam. Meus amigos da Ucrânia também vieram. Muito feliz por tê-los aqui”, completou.

Próximo passo
Como cabeça de chave número 15, Kostyuk avança para a segunda rodada de Roland Garros apenas pela segunda vez na carreira. Na próxima fase, enfrenta a norte-americana Katie Volynets, 108ª do ranking.
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