Laslo Djere atestou currículo e usou barómetro no Jamor: “Ainda tenho o nível para estar onde quero”

0
2
Laslo Djere atestou currículo e usou barómetro no Jamor: “Ainda tenho o nível para estar onde quero”

OEIRAS – Laslo Djere chegou ao Jamor com a pior cotação desde 2015 e chegou para jogar a fase de qualificação do Oeiras Open 4. Mas depois de sete vitórias e só um set perdido saiu com “a melhor semana dos últimos sete, oito meses” e com o primeiro troféu desde março de 2025.

“Significa muito, é uma sensação muito boa, sobretudo porque não estava à espera. Acreditava que o podia fazer e que podia ganhar a qualquer jogador que estava aqui, mas também posso perder para qualquer um porque o nível no circuito Challenger é muito elevado. Sobretudo vindo do qualifying… é sem dúvida uma grande semana para mim e fico muito feliz com o resultado porque basicamente dá-me a confirmação de que provavelmente ainda tenho o nível para estar onde quero estar e mais alguns bons anos pela frente”, afirmou Djere após conquistar um Challenger pela terceira vez, primeira desde 2018, e de jogar como profissional pela primeira vez em Portugal – tinha jogado o Maia Jovem em 2014.

O jovem luso Salvador Monteiro foi o único a roubar um parcial ao campeão do derradeiro Challenger no Estádio Nacional esta temporada, logo no duelo inaugural da semana. O jogador de 30 anos aterrou com somente cinco torneios e cinco vitórias em 2026, mas agora despede-se com mais do dobro dos êxitos e o primeiro troféu desde o ATP 250 de Santiago em março de 2025, o terceiro título no circuito principal num total de seis finais.

Sem querer comparar o sabor das diferentes conquistas, Djere sublinhou na altura também estar a passar um período menos bom face a uma lesão no ombro. Neste caso, foi a perna esquerda a desampará-lo na tabela ATP. “Ajuda ter passado já por isto, ainda que com dimensões diferentes. De forma distinta, esta semana é também importante para mim”.

Com “motivação e confiança para o futuro”, as ambições deste sérvio — que repetiu a festa de Novak Djokovic no mesmo local em 2007, mas então a nível ATP e de Hamad Medjedovic nos cobertos do Jamor na época transata — ainda são outras e o regresso ao nosso país, apesar dos elogios a Portugal e das boas memórias, só acontecerá, se for tudo como planeia, “provavelmente no Estoril.”

Laslo Djere vai saltar cerca de 40 posições na hierarquia para situar-se no top 240 ATP, provavelmente ligeiramente fora dos lugares de acesso ao qualifying de Wimbledon (não tem ranking protegido para jogar Roland-Garros), ainda que com mais uma semana para somar pontos para esse objetivo. No entanto, o “importante é o meu jogo estar bom, estou a jogar bem e o corpo saudável. Talvez falhe alguns torneios grandes este ano, mas espero para o ano ter uma história diferente”.

Segue-se Genebra, no circuito maior, alguns Challengers, talvez Wimbledon e depois os torneios de terra batida pós-relva com o regresso a Portugal em cima da mesa. E a certeza que o nível do Oeiras Open 4 deu vislumbres do passado e garantias de potencial (ainda) de elite.

O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim conseguiremos informar mais pessoas sobre o que acontece no mundo do tênis!

Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original