OEIRAS – Daria Snigur (133.ª do ranking WTA) conquistou no Women’s Indoor Oeiras Open o maior título da carreira e logo ao bater a jogadora mais credenciada do torneio.
Diante bancadas cheias na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor, a número seis ucraniana, de 23 anos, superou a suíça Viktorija Golubic (88.ª), num duelo de cabeças de série (quinta contra a primeira), com os parciais de 6-3 e 6-3.
Na maior parte dos 84 minutos de desafio, Snigur deu uma aula tática à tenista 10 anos mais velha (33 anos) e jogadora de culto do circuito feminino devido à esquerda rara a uma mão e ao bom currículo que ostenta – dois títulos WTA 250 em cinco finais, uma medalha de prata olímpica em pares, quartos de final em Wimbledon (2021) e título nacional na Bille Jean King Cup, além dos cinco troféus WTA 125.
Mas a menos cotada e inexperiente contrariou a panóplia de variedade com o seu ténis (onortodoxo) típico, com pancadas chapadas que quase desafiam as leis da gravidade. Muitas subidas à rede sobre a esquerda da helvética (para evitar a bola mole), muita variedade na colocação de pancadas, muitos contrapés. Raramente não foi a melhor em court e conseguiu aguentar os períodos de maior inspiração de Golubic, que não jogou mal apenas pareceu por vezes um pouco lenta em algumas deslocações.
Com fortes entradas em ambos os parciais – no primeiro ganhou os nove primeiros pontos com winners em mais de metade -, Snigur venceu o mais importante dos jogos, o 10.º do primeiro set, no melhor período da outrora 35 do mundo. A ucraniana foi capaz de sair de um 0-40 nesse jogou e salvou um total de cinco pontos de break, a esmgadora maioria bem resgatados, para frustrar a amiga mais velha – treinam por vezes juntas e a campeã nunca tinha vencido um set nos dois confrontos anteriores entre ambas.
Daria Snigur acabou a celebrar, algo não muitos vezes visto porque mesmo quando conquista pontos normalmente está frustrada com algo. Mas foi essa exigiência e esse foco que fizeram da antiga número dois mundial de sub-18, campeã de Wimbledon no escalão, a melhor tenista de todo o Women’s Indoor Oeiras Open 2.
Com os seis jogos cedidos nesta decisão, Snigur terminou a competição sem sets perdidos e apenas com 17 jogos (!) cedidos ao cabo de cinco vitórias, batendo igualmente jogadoras do gabarito de Suzan Lamens (terceira cabeça de série e ex-57.ª), Sinja Kraus (102.ª e segunda favorita) ou Viktoria Hruncakova (antiga 43.ª).
A finalista em Santarém em 2021 (e quartofinalista em três outros eventos por cá, o último no WTA 125 das Caldas da Rainha) chegou a ser 105.ª da tabela em novembro de 2022, dias depois de ter surpreendido a então top 10 e ex-líder do ranking Simona Halep. Com o melhor título do palmarés, que surge na sequência da primeira semifinal no circuito principal em Cluj, Daria Snigur vai ficar a 10 lugares da melhor cotação (115) e vai continuar a perseguir a entrada inédita na elite das 100 melhores.
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