OEIRAS – Não foi da forma desejada por ninguém, mas Francisca Jorge garantiu pela terceira vez na carreira o apuramento para os quartos de final de uma prova WTA 125, praticamente dois anos depois da estreia nessa fase, igualmente no Jamor.
O feito deu-se às custas da irmã mais nova, que após um primeiro set de sentido único abandonou o duelo ao fim de 33 minutos face a uma lesão na perna esquerda. “Comecei a sentir que se passava alguma coisa, também porque conheço a Matilde. E senti que podia haver ali alguma coisa extra que eu não sabia, porque ela não comentou nada comigo. Mas pronto, faz parte, já é uma dor que ela tinha sentido a semana passada e não ajudou ter uma primeira ronda difícil. Faz parte, somos atletas, estas coisas acontecem”, comentou no rescaldo ao primeiro duelo fratricida luso num torneio de égide WTA.
Em causa está também, neste momento, a participação da dupla Jorge nas meias-finais da variante de pares, algo que não foi possível no primeiro Women’s Indoor Oeiras Open. E ainda antes da oficialização da desistência, as duas trocaram palavras quando a mais nova estava a ser assistida. No final do abraço tradicional, a emoção tomou conta da vencedora. “Passou de ser a minha adversária para ser a minha irmã. Senti que estava bem até a nível de emoções, mas quando percebi que ela não estava bem, caiu-me a ficha e tive aquela reação com lágrimas e tudo”. Uma reação também devido ao fator inesperado.
Segue-se a jovem sérvia Teodora Kostovic (171.ª WTA), uma jogadora “meio maluca” que “tem a vantagem de ainda não respeitar muito as adversárias, entre aspas, e tem vindo a subir rápido”. E se há vantagem de pouco ter competido esta quinta-feira essa vantagem está na poupança física.
O certo é que em jogo estará uma terceira tentativa para aceder pela primeira vez a uma semifinal WTA 125 – curiosamente, algo que a irmã fez a semana anterior ao conseguir a maior meia-final do ténis português feminino.
A terceira tentativa surge, assim, quase dois anos depois da primeira, na altura no Oeiras Ladies Open, o primeiro WTA 125 da história nacional. “Sinto que sou uma jogadora mais completa, mais capaz e estou a jogar bom ténis. Sempre tive boas pancadas, mas isto é como no atletismo, dizem que os melhores atletas são os mais velhos, os que têm mais experiência, mais quilómetros em cima. Estou a sentir-me um bocadinho assim, estou a ganhar quilómetros nas pernas. Sinto-me capaz de jogar com estas jogadoras de maior nível. Quero mais, quero ultrapassá-las, quero jogar mais torneios de alto gabarito. Estou sempre à procura do melhor”.
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